quinta-feira, 30 de junho de 2016

Tedx Porto Alegre: Projetos sustentáveis

Tenho certeza que a maioria dos jovens quando escuta a pergunta “o que você vai fazer para mudar o mundo hoje?” acaba tomando-a como genérica, distante de sua vida rotineira. Na quinta-feira, dia 23/6, fomos privilegiados com a oportunidade de assistir ao Tedx e, ao final das incríveis apresentações, essa reflexão pairou em nossas mentes. Pudemos visualizar melhor estudantes como nós que estão se empenhando em fazer a sua parte, o seu bem para o mundo. Acredito que depois do evento a concepção de muitos de nós sobre essa frase deixou de ser como algo inalcançável e passou a ser uma inspiração. A promoção de consciência social, ambiental e sustentável certamente trouxe coisas positivas para nós como ouvintes, assim como para os palestrantes. Entre eles, as meninas Bárbara Amorim e Sofia Calderano destacaram-se por seus projetos e ações.
Bárbara desenvolveu um projeto ecológico sobre a reutilização do saco de cimento para a produção de blocos ecológicos que posteriormente serão utilizados na construção civil. Confira abaixo:



Foi comovente ver e ouvir a forma como a ideia surgiu e é desenvolvida por ela, que põe a mão na massa sem medo. Principalmente, o empenho dela em conscientizar os amigos sobre a colocação de lixo no lixo e evitar a poluição foi muito especial e sua fala extrovertida nos proporcionou várias risadas.
Já Sofia Calderano, com uma palestra impressionante, inspirou a todos com o projeto Teto, que procura juntar alunos e voluntários para construir casas emergenciais em comunidades carentes do Rio de Janeiro. Além disso, ela ressaltou a importância do voluntariado e o impacto dessa atividade tanto na vida do voluntário como na daqueles que contam com essa ajuda nobre. Ouvimos muitos colegas de turma e série que, interessados em juntarem-se ao projeto de Sofia, já se movimentaram para que sua vontade se concretize.



É muito importante que os jovens, atualmente absortos em telas e celulares, levantem um pouco seu olhar e enxerguem a realidade ao seu redor. O mundo e as oportunidades esperam por cada um de nós, assim como esperavam por Bárbara e Sofia. Todos temos o potencial de mudar o mundo, de ajudar o próximo: basta acreditar e ter dedicação e empenho. Torcemos para que os projetos das meninas tenham inspirado o resto da série como inspiraram nosso grupo.

O que você vai fazer para mudar o mundo hoje?

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Fatores Climáticos e Escassez de Água

Como sabemos, água representa vida. Infelizmente, vivemos em uma realidade na qual há péssima distribuição, planejamento e cuidado: 40% da população mundial enfrenta graves problemas. Além disso, em aproximadamente cada 20 segundos, uma criança morre devido à saneamento e higiene inadequados ou pouco acesso à água. Especialistas e projeções climáticas nos mostram que as fontes hídricas encontram-se vulneráveis e serão potencialmente impactadas por mudanças climáticas, representando intensas consequências para a sociedade e os ecossistemas.
O clima é decisivamente importante na disponibilidade do recurso. O ciclo anual das águas varia entre bacias, e somado a isso temos os fenômenos El Niño e La Niña, gerando anomalias climáticas. A ação do homem também tem grave papel: a poluição, o desmatamento e a emissão de combustíveis muda o curso das estações no momento em que afetam diretamente o ambiente. Com a queda das árvores, menos água é reabsorvida pelo solo. Nesse contexto, redução das chuvas surge como um dos principais fatores para a falta de água.
Em meio a essa situação, é importante que o ser humano deixe de lado os interesses econômicos e comece a repensar suas atitudes. Mesmo que alguém, individualmente, não prejudique o ambiente, é preciso tomar medidas de economia de água e adequar-se às mudanças que vem ocorrendo no mundo. Sendo assim, a elaboração de projetos é fundamental pois traz uma conscientização necessária à todos sobre a realidade e tem o poder de ajudar aqueles que passam por dificuldades todos os dias.
Confira abaixo o site do projeto Thirst Project, que tem o objetivo de criar uma geração de seres conscientes em relação à crise hídrica, além de oportunizar doações para os mais necessitados. O projeto promove o cuidado com a água e considera estudantes o grupo com mais poder e potencial para mudar o mundo.
https://www.thirstproject.org/


Referencias:
http://www.olimpiada.fiocruz.br/mudancas-climaticas-agua
http://alunosonline.uol.com.br/geografia/o-que-causa-escassez-hidrica.html
http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2015/02/desmatamento-e-mudanca-climatica-reduzem-chuva-e-provocam-crise

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Destino Certo


Em meio a muitas campanhas e processos maravilhosos de conscientização a respeito dos fatores poluentes do nosso planeta. Existe um problema que passa desapercebido por grande parte da sociedade, que ainda começa a aderir os conceitos de um projeto sustentável e suas soluções.
Os lixões ainda são muito utilizados pelos municípios. Sendo assim, ainda existem 1,5 mil depósitos rudimentares no Brasil, que nada mais são do que faixas extensas de terra onde o lixo é jogado sem nenhum cuidado, tratamento ou perspectiva de ser utilizado para algo.
Os lixões são áreas de disposição final do lixo sem nenhuma preparação do solo para recebê-lo. Não tendo nenhuma proteção no solo, o chorume (líquido preto e altamente tóxico produzido pelo lixo) polui o solo e contamina os lençóis freáticos com suas substâncias. Além disso, o lixo totalmente livre a céu aberto é cercado por ratos, moscas e outros insetos que transmitem doenças, o que põem em risco a saúde de pessoas que catam lixo por subsistência.
Em contraponto, os aterros controlados e os aterros sanitários são as melhores opções de destino para o lixo pois visam medidas socioambientais que são totalmente ignoradas pelos lixões. Os aterros controlados são uma fase intermediária entre lixões e aterros sanitários, e é praticamente a mesma coisa que os aterros sanitários só que com um "jeitinho brasileiro", pois o solo recebe argila e grama, o que não impede totalmente o chorume de contaminar os lençóis freáticos. Já os aterros sanitários, que são o destino final mais adequados para o lixo, tem o solo selado à base de argila e mantas de PVC, tornando-se incrivelmente resistente. Assim, o chorume não chega aos lençóis e é coletado através de drenos de PEAD, depois encaminhado primeiramente para o poço de acumulação de onde é recirculado sobre a massa de lixo aterrada e, por fim, o chorume acumulado é encaminhado a estação de tratamento de efluentes.
No Brasil, foi definida uma lei que determinava que os lixões a céu aberto tinham data para acabar, porém essa lei vem sendo adiada há mais de um ano. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do IBGE, apenas 27% das cidades brasileiras possuem aterros sanitários (dados de 2013).
A extinção dos lixões é um ótimo pontapé inicial para melhorar este problema. Depois de estabilizar o uso de aterros sanitários, é preciso criar um projeto duradouro e bem estudado para fazer dos nossos aterros sanitários práticas sustentáveis, espelhados nos grandes aterros mundiais, como o de Altamont, na Califórnia, onde o gás metano produzido pelos resíduos é transformado em energia limpa e abastece milhares de casas.
É um investimento alto e de longo prazo, mas se for trabalhado com seriedade e competência, acredito que teremos um retorno excepcional.
As imagens abaixo demonstram como funcionam os lixões, aterros controlados e sanitários.






Espero que tenham gostado, até a semana que vem!



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Semana do Meio Ambiente!



Olá!!

Essa semana comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e para celebrar este dia tão importante, vamos apresentar um projeto chamado ”Uma Escola Sustentável”, que se destaca por sua inovação ecológica em meio a tanta negligência para com o meio ambiente.
A idéia partiu do arquiteto Michael Reynolds, que é conhecido por realizar obras sustentáveis. Michael criou o projeto Earthship Biotecture ao perceber que a arquitetura não se empenhava na priorização da sustentabilidade e cuidado com o ser humano.
 Nesse contexto, Reynolds assinou a responsabilidade de ser o autor da primeira escola pública sustentável da América Latina, que se localiza no Uruguai. Em 7 semanas, Michael e sua equipe, juntamente com 200 voluntários da comunidade de Jauréguiberry e estrangeiros, deram forma à escola. Utilizaram na obra dois mil pneus, dois mil m² de papelão, cinco mil garrafas de vidro e oito mil latas de alumínio, tendo 60% do material da construção reciclado, aplicando o método sustentável da Earthship.
 O objetivo da criação da escola autossustentável é aliar o aprendizado, a tecnologia e a inovação com a ecologia, propondo aos alunos e suas famílias um contato mais próximo com o meio ambiente. Os 270m² que abrangem a instituição dispõem de métodos ecológicos para obtenção de energia, como moinhos e placas solares, além da calefação, água corrente e alimentos orgânicos.
Grande iniciativa! Esperamos que essa ação desencadeie outras atitudes que visem a proteção da natureza e da humanidade. O planeta Terra é a nossa única casa, vamos cuidá-la.
Veja as fotos e o vídeo sobre o projeto a seguir.






Referências