sexta-feira, 8 de julho de 2016

Renovação da Camada de Ozônio





Para entendermos sobre o assunto, primeiro devemos saber o que é a tão famosa "Camada de Ozônio". Ela é como uma "capa" feita principalmente do gás O3 (ozônio) que protege o nosso planeta contra diversos tipos de radiações solares. Devido ao grande avanço industrial do último século, várias substâncias poluentes vem sido jogadas na atmosfera que destroem essa camada, abrindo buracos e deixando a radiação entrar. Essa radiação pode ter terríveis influências na Terra, direta e indiretamente (aumentando a temperatura média do mundo, derretendo geleiras, causando enchentes, etc...).






Mas o que realmente acontece na nossa atmosfera e quais são essas reações? Bom, para começar, vou usar de exemplo o gás mais poluente que produzimos, já banido em muitos processos industriais, porém ainda presente em alguns. É o CFC, também conhecido como clorofluorcarboneto. Essa molécula pode ser até 4750x mais poluente que o gás mais conhecido pelo aquecimento global, o CO2. Quando o CFC atinge uma certa altura na nossa atmosfera, os raios ultravioletas quebram a partícula de CFC, liberando o átomo de cloro. O cloro, então, rompe as moléculas de ozônio, formando ClO e O2. Logo, esse átomo de cloro libera o de oxigênio e recomeça o processo, formando uma reação em cadeia destrutiva

CFC + Luz + 2O3 → 3O2 + Cℓ




Na Antártida, devida a falta de circulação de massas de ar, muita da poluição de mundo se concentra lá, o que formou um grande buraco na camada de ozônio Porém, recentemente, esse buraco vem diminuindo, o que é algo muito bom para todos nós e surpreendeu até os especialistas no assunto, Essa renovação da camada de ozônio é um reflexo da proibição do uso do CFC em diversos processos, graças ao Protocolo de Montreal, tratado assinado por 150 países sobre a restrição e proibição de diversas substâncias que danificam a camada de ozônio. O clorofluorcarboneto já foi usado na produção de muitos utensílios do cotidiano, como desodorantes, perfumes, medicamentos, extintores de incêncio, refrigeração de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. Hoje, o CFC foi substituído pelo HCFC, composto que não causa os mesmos danos à camada de ozônio porém contribui para o efeitos estufa. Porém, ainda é usado na produção de medicamentos, principalmente em sprays que combatem a asma.